Capítulo 1: O Diário Misterioso
Tereza Pinheiro é uma mulher que não passa despercebida em nenhum lugar, tem presença, chama a atenção mesmo! Sua beleza singular está no sorriso espontâneo, perfeito, todo simétrico. Olhos castanhos que, ao olhar para você, parecem penetrar na sua alma, cabelos volumosos abaixo dos ombros, pele pigmentada pela melanina abundante, um metro e noventa de altura, quando ela está de salto derrete corações com a elegância de seus passos, simpática, comunicativa, amável. É um verdadeiro íman para olhares.
Em uma movimentada clínica de odontologia de uma cidade que não irei informar, Tereza Pinheiro trabalhava como secretária, ou seja, quando não estava atendendo ligações estava sempre escrevendo, nas agendas dos dentistas, mas, também, tinha um tipo de diário de capa de couro azul bebê, que ela tanto escrevia nele, como guardava como se guarda um tesouro precioso. O diário foi percebido pela forma que ela interagia com ele, com as agendas ela era direta e objetiva, mas com o diário não, ela estava sempre com um ar de satisfação, às vezes sorrisos, outras olhava ao redor para ver se não havia ninguém a observando em sua arte com diário. Tereza em alguns momentos se tornava o centro das atenções na clínica, especialmente entre os pacientes. Homens e mulheres, todos compartilhavam a mesma curiosidade sobre o diário que Tereza sempre carregava consigo. Era uma rotina peculiar. Todos os dias, ao chegar à clínica, Tereza fazia anotações em seu diário, que era a fonte de seu mistério e o objeto de desejo de todos ao seu redor.
Os colegas de trabalho de Tereza não estavam imunes a essa curiosidade. Inês, uma dentista da clínica, frequentemente questionava: - O que tanto ela escreve lá? Sempre ficavam sem respostas. Os assistentes, Ricardo e Maria, também estavam intrigados. Eles não entendiam por que ela dedicava tanto tempo a esse diário, - deve ser terapia! Resmungou Maria certa vez.
Ao longo dos meses, a curiosidade dessas pessoas crescia. Os pacientes, que faziam seus tratamentos ortodônticos, e sempre faziam suas manutenções, percebiam que quando não estava atendendo ligações e agendando consultas, Tereza estava com aquele bendito diário. Alguns mais atrevidos, tentavam tirar alguma informação: - Moça, você é escritora? Está sempre rascunhando alguma coisa neste diário. Perguntavam tentando descobrir o conteúdo do diário, mas ela sempre desconversava, rindo de maneira sedutora e mudando de assunto. Os olhares e cochichos não passaram despercebidos por ela, que, com um toque sensual em seu comportamento, apenas alimentava o mistério.