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Sofia a escolhida · Aviso ao leitor — tinta magica

Por tinta magica

No coração do Século XV, o Reino de Navarra é um refúgio de pedra fria, tradição e honra. É lá que vive a Princesa Sofia, uma jovem de dezessete anos tão perspicaz quanto irônica, criada sob o amor incondicional e superprotetor de seu pai, o Rei Ricardo, a firmeza elegante da Rainha Clarissa e os cuidados leais de sua ama, Laurinda. Para Sofia, o mundo limita-se às montanhas cobertas de neve e à pacata vila de plebeus que aprendeu a proteger. Sua maior preocupação? Escapar das exaustivas aulas de etiqueta e postura. Porém, a calmaria de seu lar desmorona com a chegada de uma carta lacrada com cera dourada. Do outro lado do oceano, o próspero e rigoroso Reino de Illéa dá início à **A Seleção**: uma competição real onde trinta e cinco garotas da nobreza são convocadas para habitar o palácio e disputar a coroa — e o coração — do cobiçado Príncipe Henry. Para salvar Navarra de um isolamento comercial e garantir o sustento de seu povo antes da chegada do inverno, o Rei Ricardo vê-se forçado a tomar a decisão mais dolorosa de sua vida: enviar sua única filha para o concurso. Arrancada da tranquilidade de seu castelo medieval e lançada em um ninho de cobras decorado com veludos, ouro e holofotes, Sofia descobre que a arena da corte é mais perigosa do que qualquer campo de batalha. Enfrentando rivais cruéis como a ardilosa Victoria da Casa de Illéa, sob o olhar vigilante do severo Rei Clarkson e a doçura da Rainha Amberly, Sofia precisa aprender a navegar entre o jogo político e as aparências. Para sua surpresa, no meio do caos, ela encontra alianças inesperadas no carinho das jovens princesas Isolda e Ella, na amizade sincera de competidoras como Kriss e Marlee, e na lealdade da criada Lucy. Mas a maior ameaça à sua armadura de sarcasmo pode ser o próprio Príncipe Henry — um herdeiro que prova estar longe de ser apenas o boneco fútil que ela imaginava. Armada apenas com sua inteligência afiada, seu orgulho

Aviso ao leitor

Psiu! Sim, você mesmo aí segurando este livro. Dá para olhar em volta um segundo e fingir que está apenas checando as horas? Ótimo. Agora aproxima mais um pouco, porque o que tenho para te contar não pode chegar aos ouvidos do Conselho Real.

Primeiro de tudo: um aviso muito sincero. Se você abriu estas páginas esperando aquela história perfeita de conto de fadas politicamente correto, onde a princesa acorda com o cabelo impecável, canta com passarinhos e suspira de amor sem dar um único vexame… meu bem, você comprou o livro errado. Pode fechar e devolver para a estante agora mesmo. Eu juro que não vou me ofender! (Minto, vou sim, mas a gente finge que sou madura).

A verdade é que estamos no século XV, e a vida real no palácio não tem absolutamente nada de poética. O espartilho me espreme tanto que às vezes acho que meus órgãos mudaram de lugar, o protocolo real é um tédio de arrancar os cabelos, e a política de Iléa… ah, a política é um ninho de cobra usando joias caríssimas.

Eu sei, eu sei. Eu sou a princesinha tímida e insegura que deveria ficar quieta no meu canto, tremendo como uma folha enquanto o circo pega fogo. Mas adivinha só? Por trás de todo este ouro e desta seda pesada, tem uma garota real, cheia de medos, tropeços e pensamentos irônicos que ninguém imagina que passam pela minha cabeça.

E é exatamente por isso que estou te chamando aqui. Quero te convidar para entrar no meu mundo e ver de perto como funciona essa famosa Seleção — sem os filtros do protocolo e sem as mentiras bonitas que os historiadores vão inventar depois.

Puxa uma cadeira (ou deita confortavelmente aí na sua cama) e vem comigo. Prometo te contar cada segredo, cada mico e cada batida acelerada do meu coração. Só me faz um favorzinho? Segura a minha mão e não me deixa surtar sozinha no meio de tantas luzes e coroas, tá?

Bem-vindo à minha história. Prometo que vai valer a pena!

Com todo o meu carinho (e um tiquinho de pavor