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Sofia a escolhida · capitulo 5 veneno do diabo dilatado — joaovictorgazola114@gmail.com

Por joaovictorgazola114@gmail.com

capitulo 5 veneno do diabo dilatado

A porta do quarto de Celeste bateu com um estrondo dramático que quase fez os quadros históricos do corredor despencarem. Por dentro, o aposento era o ápice do luxo, mas a atmosfera estava pura eletricidade

— Aquela... Aquela caipira de quinta categoria! Aquela songamonga insignificante! — Celeste sibilou, jogando sua bolsa de grife com toda a força contra o divã de veludo.

Ela começou a marchar de um lado para o outro. Primeiro, ela usou o clássico trejeito de passar as pontas dos dedos freneticamente pelas mechas de cabelo, jogando-as para trás com um safanão de cabeça. Ela bufava, as bochechas queimando de puro ódio. Como a Rainha Amberly ousou falar com ela daquele jeito? Na frente de todo mundo! E o pior: o Príncipe Henry nem olhou para o seu vestido exclusivo. Ele preferiu se agachar para dar a mão para uma pirralha de quinze anos!

Celeste parou abruptamente em frente ao espelho de moldura dourada e ativou o segundo tique marcante: dar tapinhas rápidos e irritados no próprio queixo com o indicador, enquanto cerrava os olhos e exibia um biquinho pensativo e mimado.

— Elas acham que ganharam? Acham que uma garotinha que mal saiu das fraldas e uma defensora dos fracos e oprimidos vão me passar para trás? — Ela apontou o dedo para o reflexo, rindo de forma nasalada. — Ah, mas elas não perdem por esperar. Eu sou a estrela dessa Seleção, nascida para brilhar! Elas mexeram com a supernova errada. [1]

De repente, a fúria cedeu espaço ao seu terceiro e mais temido hábito: abrir um sorriso excessivamente largo, congelado e falso, seguido por uma piscada de olhos lenta e cínica, enquanto cruzava os braços com os ombros milimetricamente erguidos. O drama teatral se transformou em pura estratégia maligna.

— Se elas querem jogar o jogo da "pureza e da amizade verdadeira", ótimo. Vamos ver quanto tempo esse teatrinho sobrevive — murmurou, com um tom de voz que alternava entre um sussurro doce e um tom agudo e cortante. [1]

A mente dela começou a bolar um plano infalível para queimar a imagem de Marlee e Sofia de uma vez por todas. Ela usaria sua influência de casta alta para espalhar que Sofia planejou o tombo para atrair a piedade do príncipe. Sofia era uma poça de timidez; bastava um empurrãozinho psicológico para ela desabar nas câmeras. E Marlee? Aquela impulsividade barata ainda a faria quebrar uma regra gravíssima do palácio. [1]

— Aproveitem os seus cinco minutos de fama, queridinhas — Celeste soltou uma gargalhada melodiosa, afetada e perfeitamente venenosa. — Porque quando o Príncipe Henry perceber o tipo de garotas comuns e patéticas que vocês são, ele mesmo vai enxotar vocês duas pelos portões. E eu vou estar de coroa na cabeça, acenando e sorrindo.

Ela deu uma pirueta dramática, recuperando a postura de diva, e caminhou até a penteadeira para retocar o batom. O banquete de boas-vindas seria naquela noite, e ela pretendia ofuscar até as luzes do palácio. O show de Celeste Newsome estava apenas começando. [1, 2]